Universalização do saneamento traria R$ 1,1 trilhão ao país

Segundo um estudo elaborado pelo Instituto Trata Brasil, a universalização do saneamento traria R$ 1,1 trilhão ao país em 20 anos.

Além disso, ganhos com geração de emprego, renda e turismo, que compensariam e ultrapassariam os gastos com investimentos no setor. O prazo de 20 anos é baseado no Plano Nacional de Saneamento Básico.

Os setores que mais se beneficiariam são: saúde, educação, turismo, emprego e imobiliário.

Apenas 51,9% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgoto, o que significa que mais de 100 milhões de pessoas utilizam medidas alternativas para lidar com os dejetos – seja através de uma fossa, seja jogando o esgoto diretamente em rios. Os dados são de 2016, do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

Com a universalização do saneamento, porém, o país teria uma série de benefícios nesses próximos anos que tornariam as contas positivas. Eles vão desde a redução dos custos com a saúde até a renda gerada pelo aumento de operação da cadeia produtiva do setor. Essa renda chegaria a R$ 1,5 trilhão. No final, o balanço positivo é de mais de R$ 1,1 trilhão para o país, aponta o estudo.

De acordo com outro estudo publicado pelo  Instituto Trata Brasil, em outubro deste ano, meninas sem acesso a banheiro apresentam 46 pontos a menos em média no Enem quando comparadas à média dos estudantes brasileiros.

A escolaridade afeta positivamente a produtividade e a renda dos trabalhadores, uma escolaridade menor significa uma perda de produtividade e de remuneração do trabalho. Com acesso aos serviços de coleta de esgoto e de água tratada, espera-se uma redução de 3,6% no atraso escolar de jovens sem acesso a estes serviços.

Segundo Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil, o setor imobiliário também seria beneficiado, pois, condomínios e bairros que têm proximidade com córregos são mais afetados. Com a universalização dos serviços, bem como com a despoluição do rio, será possível dar um salto muito alto no valor dos imóveis.

 

Fonte: G1