Escolhas alimentares de hoje afetam saúde das pessoas e do planeta de amanhã

Transformar dietas e a maneira com a qual produzimos alimentos têm amplo potencial de melhorar tanto a saúde humana quanto a sustentabilidade ambiental no futuro. A conclusão é de novo relatório da Comissão EAT-Lancet, lançado na terça-feira, dia 05/02, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e produzido por ONU Meio Ambiente e Missão Permanente da Noruega.

O relatório afirma que há um imenso desafio enfrentado pela humanidade para “fornecer à população mundial crescente dietas saudáveis com sistemas alimentares sustentáveis”.

Sem uma transformação, o mundo não só corre risco de fracassar em cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o Acordo de Paris para o clima, mas também de deixar como legado para as crianças de hoje degradação ambiental, população, má nutrição e doenças evitáveis.

“Não é apenas sobre alimento, é sobre processos, é sobre o que isso resulta”, afirmou o chefe do escritório da ONU Meio Ambiente em Nova Iorque, Satya Tripathi.

Gunhild Stordalen, fundadora e chefe-executiva da Fundação EAT, disse no evento de lançamento do relatório que, embora o acesso a alimentos seja um desafio presente em quase toda a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, eles também possuem “superpoderes”.

“O poder dos alimentos é completamente sobre conexões”, afirmou. “As ligações entre pessoas e o planeta estão em todos os lugares, mas em nenhum lugar estas conexões são mais óbvias ou as sinergias são mais numerosas do que em nossos pratos e ao longo do sistema alimentar”.

Para a migração para uma dieta saudável, o relatório sugere que o mundo dobre o consumo de frutas, vegetais, legumes e cereais, enquanto reduz pelo menos metade do consumo de carne vermelha e açúcares.

“O maior desafio que enfrentamos é influenciar comportamento humano, você não pode banir o consumo de carne… você pode colocar uma luz” sobre causas e efeitos, concluiu o ator e ativista norte-americano Alec Baldwin.

Fonte: ONU