Cidades brasileiras ainda mantêm depósitos de lixo sem tratamento

No Brasil, mais da metade das cidades não possuem destinação correta de resíduos. Os dados alarmantes mostram que, mesmo após oito anos da lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, diversas cidades brasileiras ainda mantêm depósitos de lixo, que deveriam ter sido fechados até 2014.

Pesquisas apontam que uma a cada quatro casas no Brasil não possuem se quer coleta de lixo, sendo que mais das três mil cidades pesquisadas, só seis cidades alcançaram a pontuação mais alta no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana, todas com menos de 50 mil habitantes.

“Pequenos municípios conseguem ter bons resultados na adesão da política, desde que se unam, busquem uma solução conjunta, uma solução regional para os seus problemas na área e criem uma infraestrutura e rateiem os custos”, diz Marcio Matheus, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana.

A região Sul do país contempla mais de 80% dos municípios do TOP 50 do índice. Mas ainda assim, nenhum município brasileiro apresenta a pontuação máxima, ou seja, é preciso que melhorias sejam feitas nos serviços de limpeza urbana, proporcionando maior qualidade de vida e preservação do meio ambiente.

No Sul, quase 90% dos municípios depositam o lixo em aterros sanitários. No Sudeste, pouco mais da metade. A pior situação é no Nordeste, onde apenas 11% das cidades dão a destinação adequada para o lixo.

O aterro é uma montanha de lixo compactado e coberto de argila. Depois ganha uma cobertura de grama. O gás metano produzido pelo material em decomposição é queimado e vira gás carbônico, bem menos poluente. E o chorume, extremamente tóxico, é tratado antes de ser devolvido transparente à natureza.

Atualmente, o Brasil recicla apenas 4% do seu lixo, mostrando que temos um longo caminho pela frente, pois, seguindo dessa forma, o país só irá cumprir os objetivos de reduzir o impacto ambiental do lixo nas cidades em 2060. Sendo três décadas depois do prazo estipulado pela ONU, que seria em 2030.

Fonte: Jornal Nacional/Globo e Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana